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Documentação

Como ler seus relatórios

Como ler as estatísticas de uma campanha no arrobaMail: métricas de entrega e interação, o funil com Leads Diretos e a análise automática com IA.

Por Equipe Editorial da arrobaMailPublicado 15 de junho de 20266 min de leituraGuia da plataforma

Uma campanha não termina quando sai: termina quando você aprende com ela. Cada envio no arrobaMail gera um relatório estatístico detalhado e, uma semana depois, uma análise com IA que interpreta os números e propõe o que melhorar. Este guia ensina a ler tudo isso sem se perder: o que significa cada métrica, onde olhar primeiro e, principalmente, o que fazer com o que você vê.

A regra que vale para todo o guia: os números não são uma nota, são uma bússola. Não estão ali para te elogiar nem para te repreender, mas para te dizer o que ajustar na próxima vez.

O painel de relance

É assim que se vê um relatório de campanha: as métricas principais em cima, o funil de conversão no meio e a leitura com IA embaixo.

@Painel da campanha
Concluído

Assinantes

14.265

Público-alvo

Entregues

13.487

94,5% de entrega

Aberturas

4.382

Taxa de abertura 32,5%

Cliques

892

CTR 6,6%

Conversões

128

0,95% do total

Rejeitados

341

Taxa de rejeição 2,4%

Funil de conversão

  • Assinantes
    14.265
    100%
  • Entregues
    13.487
    94,5%
  • Aberturas
    4.382
    32,5%
  • Cliques
    892
    20,3%
  • Conversões
    128
    14,3%

Leitura com IA · A maior queda foi entre Entregues e Aberturas. Tente melhorar o assunto para aumentar as aberturas.

Você acessa as estatísticas de uma campanha por Campanhas › [sua campanha] › Estatísticas. Vai encontrar várias abas —Resumo, Aberturas, Cliques, Rejeitados, Dispositivos, Análise IA e mais—, mas quase tudo o que importa está no Resumo. Vamos por partes.

Métricas de entrega: chegou?

O primeiro passo é saber se seus e-mails chegaram ao destino:

  • Processados: quantos assinantes foram tentados no total.
  • Entregues: quantos e-mails o servidor do destinatário aceitou. O ideal é acima de 95%. Se estiver mais baixo, há um problema de listas ou de reputação.
  • Rejeitados (bounces): os que não puderam ser entregues. Podem ser temporários (tentam de novo sozinhos) ou permanentes (o endereço não existe → é bloqueado).
  • Denúncias: os que marcaram seu e-mail como spam. Este número precisa ser mínimo (idealmente abaixo de 0,1%); cada reclamação prejudica muito sua reputação.

Métricas de interação: interessou?

Se chegou, o próximo passo é como sua audiência reagiu:

  • Aberturas únicas: quantas pessoas diferentes abriram. Como referência de mercado, costuma ficar entre 15% e 25% —mas já vamos ver que o que importa é se comparar com você mesmo—.
  • Open Rate (taxa de abertura): aberturas únicas sobre entregues.
  • Cliques e CTR (click-through rate): cliques sobre entregues. Referência: 2% a 5%.
  • CTOR (click-to-open rate): cliques sobre aberturas. Mede o quão bom foi seu conteúdo para quem abriu.
  • Cancelamentos de inscrição: aceitável abaixo de 0,5%; acenda o alerta se passar de 2%.

Dica: não olhe as métricas isoladas, olhe a relação entre elas. Abertura alta mas cliques baixos = o assunto prometeu algo que o conteúdo não cumpriu. Abertura baixa = problema de assunto ou de reputação. Cada combinação conta uma história diferente.

O funil de conversão (e os Leads Diretos)

O funil mostra como o grupo vai diminuindo em cada passo do percurso:

Assinantes → Enviados → Entregues → Aberturas → Cliques → Leads Diretos

A grande queda quase sempre está em um de dois lugares: entre Entregues e Aberturas (problema de assunto ou reputação) ou entre Aberturas e Cliques (problema de conteúdo ou de chamada para ação). O arrobaMail marca onde está a maior perda e sugere o que otimizar.

O último passo —Leads Diretos— é uma métrica própria do arrobaMail que vale a pena entender. Identifica os cliques em canais de contato direto: WhatsApp, Telegram, telefone, mailto e plataformas de agendamento como Calendly. Por que separá-los? Porque um clique no WhatsApp não é a mesma coisa que um clique em um post do blog: o primeiro é um prospect quente que quer falar com você agora. Os Leads Diretos permitem distinguir o interesse geral da verdadeira intenção de conversão.

Na verdade, todos os cliques se agrupam sozinhos em três categorias: Leads Diretos (contato direto), Redes sociais (Instagram, Facebook, YouTube etc.) e Site (o restante dos links próprios).

De onde você é lido

A aba Dispositivos mostra como e de onde sua campanha foi aberta: país e cidade, tipo de dispositivo (computador, tablet, celular), sistema operacional e cliente de e-mail. É a base de muitas decisões de design e segmentação.

Importante: se a maioria das suas aberturas vem do celular e seu e-mail não fica bom na tela pequena, você está deixando dinheiro na mesa. Sempre revise a divisão por dispositivo depois do seu primeiro grande envio.

IA Insights: a análise automática com a Amanda

Sete dias depois do envio —o tempo que leva para acumular aberturas e cliques representativos— o arrobaMail oferece uma análise com IA que lê todos os dados e devolve um relatório estruturado. Não é um despejo de números: é uma interpretação com recomendações concretas. Inclui:

  • Uma pontuação geral (0–100) que resume a saúde da campanha.
  • Um resumo executivo: o diagnóstico em poucas linhas, em linguagem clara.
  • Quatro dimensões avaliadas —Entregabilidade, Interação, Qualidade de Conteúdo e Qualidade de Listas—, cada uma com sua classificação (Bom, Regular, Atenção).
  • Tendências detectadas ao comparar com campanhas anteriores.
  • Recomendações priorizadas (Alta, Média, Baixa), cada uma com o benefício que você pode esperar.

E o melhor: a análise não é estática, você pode conversar sobre ela. Há um chat para perguntar coisas pontuais e receber respostas com base nos seus próprios dados. Por exemplo:

  • "Por que minha taxa de cliques foi baixa nesta campanha?"
  • "Por que este e-mail em particular não foi entregue?"
  • "Qual segmento da minha audiência é o mais valioso?"

É a mesma lógica da Amanda IA aplicada aos seus resultados: ela ajuda você a entender o que aconteceu e a decidir o próximo passo.

Ferramentas para agir sobre a campanha

Ler é bom, mas o valor está em agir. Cada campanha tem um menu de ferramentas com ações prontas para usar:

  • Baixar PDF: um relatório executivo caprichado, pronto para apresentar a um cliente ou à sua diretoria.
  • Baixar log de assinantes (Excel): o detalhe de atividade por pessoa —aberturas, cliques, rejeições, cancelamentos—.
  • Reenviar para quem não leu: você envia a mesma campanha, com outro assunto, só para quem não a abriu. Uma forma simples de aumentar as aberturas.
  • Depurar: você elimina das suas listas os endereços que rejeitaram, com um clique. Higiene que cuida da sua reputação.
  • Usar como template: você reaproveita o e-mail de uma campanha que funcionou.

A leitura que realmente importa

Terminamos com a ideia mais importante, e a repetimos porque é a que mais se interpreta mal: compare suas campanhas com você mesmo, não com benchmarks alheios.

Pense em uma campanha de 1.000 enviados, 950 entregues, 380 aberturas e 12 conversões reais: isso é 1,2% de conversão sobre enviados. Está bom? Depende do seu setor e do seu histórico. O e-commerce costuma girar em torno de 0,5–1%; um serviço B2B bem direcionado pode chegar a 2–5%. As referências de mercado servem de orientação, mas o norte verdadeiro é sua própria evolução: esta campanha abriu mais do que a anterior? As rejeições caíram? Os Leads Diretos subiram? Essa é a pergunta que melhora seu marketing campanha após campanha.

Para ver toda a potência dos relatórios com exemplos, está a página de estatísticas. E se você quer que a IA monte sua próxima campanha a partir do que aprendeu, siga por Amanda IA.

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