Uma campanha não termina quando sai: termina quando você aprende com ela. Cada envio no arrobaMail gera um relatório estatístico detalhado e, uma semana depois, uma análise com IA que interpreta os números e propõe o que melhorar. Este guia ensina a ler tudo isso sem se perder: o que significa cada métrica, onde olhar primeiro e, principalmente, o que fazer com o que você vê.
A regra que vale para todo o guia: os números não são uma nota, são uma bússola. Não estão ali para te elogiar nem para te repreender, mas para te dizer o que ajustar na próxima vez.
O painel de relance
É assim que se vê um relatório de campanha: as métricas principais em cima, o funil de conversão no meio e a leitura com IA embaixo.
Assinantes
14.265Público-alvo
Entregues
13.48794,5% de entrega
Aberturas
4.382Taxa de abertura 32,5%
Cliques
892CTR 6,6%
Conversões
1280,95% do total
Rejeitados
341Taxa de rejeição 2,4%
Funil de conversão
- Assinantes100%14.265
- Entregues94,5%13.487
- Aberturas32,5%4.382
- Cliques20,3%892
- Conversões14,3%128
Leitura com IA · A maior queda foi entre Entregues e Aberturas. Tente melhorar o assunto para aumentar as aberturas.
Você acessa as estatísticas de uma campanha por Campanhas › [sua campanha] › Estatísticas. Vai encontrar várias abas —Resumo, Aberturas, Cliques, Rejeitados, Dispositivos, Análise IA e mais—, mas quase tudo o que importa está no Resumo. Vamos por partes.
Métricas de entrega: chegou?
O primeiro passo é saber se seus e-mails chegaram ao destino:
- Processados: quantos assinantes foram tentados no total.
- Entregues: quantos e-mails o servidor do destinatário aceitou. O ideal é acima de 95%. Se estiver mais baixo, há um problema de listas ou de reputação.
- Rejeitados (bounces): os que não puderam ser entregues. Podem ser temporários (tentam de novo sozinhos) ou permanentes (o endereço não existe → é bloqueado).
- Denúncias: os que marcaram seu e-mail como spam. Este número precisa ser mínimo (idealmente abaixo de 0,1%); cada reclamação prejudica muito sua reputação.
Métricas de interação: interessou?
Se chegou, o próximo passo é como sua audiência reagiu:
- Aberturas únicas: quantas pessoas diferentes abriram. Como referência de mercado, costuma ficar entre 15% e 25% —mas já vamos ver que o que importa é se comparar com você mesmo—.
- Open Rate (taxa de abertura): aberturas únicas sobre entregues.
- Cliques e CTR (click-through rate): cliques sobre entregues. Referência: 2% a 5%.
- CTOR (click-to-open rate): cliques sobre aberturas. Mede o quão bom foi seu conteúdo para quem abriu.
- Cancelamentos de inscrição: aceitável abaixo de 0,5%; acenda o alerta se passar de 2%.
Dica: não olhe as métricas isoladas, olhe a relação entre elas. Abertura alta mas cliques baixos = o assunto prometeu algo que o conteúdo não cumpriu. Abertura baixa = problema de assunto ou de reputação. Cada combinação conta uma história diferente.
O funil de conversão (e os Leads Diretos)
O funil mostra como o grupo vai diminuindo em cada passo do percurso:
Assinantes → Enviados → Entregues → Aberturas → Cliques → Leads Diretos
A grande queda quase sempre está em um de dois lugares: entre Entregues e Aberturas (problema de assunto ou reputação) ou entre Aberturas e Cliques (problema de conteúdo ou de chamada para ação). O arrobaMail marca onde está a maior perda e sugere o que otimizar.
O último passo —Leads Diretos— é uma métrica própria do arrobaMail que vale a pena entender. Identifica os cliques em canais de contato direto: WhatsApp, Telegram, telefone, mailto e plataformas de agendamento como Calendly. Por que separá-los? Porque um clique no WhatsApp não é a mesma coisa que um clique em um post do blog: o primeiro é um prospect quente que quer falar com você agora. Os Leads Diretos permitem distinguir o interesse geral da verdadeira intenção de conversão.
Na verdade, todos os cliques se agrupam sozinhos em três categorias: Leads Diretos (contato direto), Redes sociais (Instagram, Facebook, YouTube etc.) e Site (o restante dos links próprios).
De onde você é lido
A aba Dispositivos mostra como e de onde sua campanha foi aberta: país e cidade, tipo de dispositivo (computador, tablet, celular), sistema operacional e cliente de e-mail. É a base de muitas decisões de design e segmentação.
Importante: se a maioria das suas aberturas vem do celular e seu e-mail não fica bom na tela pequena, você está deixando dinheiro na mesa. Sempre revise a divisão por dispositivo depois do seu primeiro grande envio.
IA Insights: a análise automática com a Amanda
Sete dias depois do envio —o tempo que leva para acumular aberturas e cliques representativos— o arrobaMail oferece uma análise com IA que lê todos os dados e devolve um relatório estruturado. Não é um despejo de números: é uma interpretação com recomendações concretas. Inclui:
- Uma pontuação geral (0–100) que resume a saúde da campanha.
- Um resumo executivo: o diagnóstico em poucas linhas, em linguagem clara.
- Quatro dimensões avaliadas —Entregabilidade, Interação, Qualidade de Conteúdo e Qualidade de Listas—, cada uma com sua classificação (Bom, Regular, Atenção).
- Tendências detectadas ao comparar com campanhas anteriores.
- Recomendações priorizadas (Alta, Média, Baixa), cada uma com o benefício que você pode esperar.
E o melhor: a análise não é estática, você pode conversar sobre ela. Há um chat para perguntar coisas pontuais e receber respostas com base nos seus próprios dados. Por exemplo:
- "Por que minha taxa de cliques foi baixa nesta campanha?"
- "Por que este e-mail em particular não foi entregue?"
- "Qual segmento da minha audiência é o mais valioso?"
É a mesma lógica da Amanda IA aplicada aos seus resultados: ela ajuda você a entender o que aconteceu e a decidir o próximo passo.
Ferramentas para agir sobre a campanha
Ler é bom, mas o valor está em agir. Cada campanha tem um menu de ferramentas com ações prontas para usar:
- Baixar PDF: um relatório executivo caprichado, pronto para apresentar a um cliente ou à sua diretoria.
- Baixar log de assinantes (Excel): o detalhe de atividade por pessoa —aberturas, cliques, rejeições, cancelamentos—.
- Reenviar para quem não leu: você envia a mesma campanha, com outro assunto, só para quem não a abriu. Uma forma simples de aumentar as aberturas.
- Depurar: você elimina das suas listas os endereços que rejeitaram, com um clique. Higiene que cuida da sua reputação.
- Usar como template: você reaproveita o e-mail de uma campanha que funcionou.
A leitura que realmente importa
Terminamos com a ideia mais importante, e a repetimos porque é a que mais se interpreta mal: compare suas campanhas com você mesmo, não com benchmarks alheios.
Pense em uma campanha de 1.000 enviados, 950 entregues, 380 aberturas e 12 conversões reais: isso é 1,2% de conversão sobre enviados. Está bom? Depende do seu setor e do seu histórico. O e-commerce costuma girar em torno de 0,5–1%; um serviço B2B bem direcionado pode chegar a 2–5%. As referências de mercado servem de orientação, mas o norte verdadeiro é sua própria evolução: esta campanha abriu mais do que a anterior? As rejeições caíram? Os Leads Diretos subiram? Essa é a pergunta que melhora seu marketing campanha após campanha.
Para ver toda a potência dos relatórios com exemplos, está a página de estatísticas. E se você quer que a IA monte sua próxima campanha a partir do que aprendeu, siga por Amanda IA.